quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sobre esse um-sem-respeito...

Querer é feito de estranheza
de olhos que esfomeiam-se pela forma alheia...
e não se saciam em outra fonte que não seja aquela que deu fome na vista...

sem respeito aos dogmas ou as crenças,
corroe mesmo as escolhas mais certas,
agride planos, futuros...
atropela tudo
[...para vê um olhar - mesmo que não seja para mim]

não tem familia,
não tem verdades...
ora fetiche,
ora pura vaidade...
[quase sempre morte de não ter]

querer é coisa da mais perigosa procedência
um acidente sem esperança de sobrevivência -
[... eu, se soubesse
essa coisa de querer
quereria outra coisa,
que não ia ser você... ]



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2 comentários:

Água Doce disse...

ah..dá p mim..
gostoso...sonoro...
amei!

Catarina disse...

Simplesmente perfeita essa poesia
Amei!!