quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


A língua que cala o grito
a mão que acorrenta o passo

disfarce sobre o olho inchado

o erro que mente e fere
a porta que bate rente
a lágrima que não volta nem desce
vontade que não passa
do fantasma que não a merece
mil e cento e duas noites acordadas

a palavra que se repete
a brincadeira do tempo que não passa
hiperbóle do ator faminto
o mendigo majestoso
o espelho que reflete a maquiagem borrada
a memória que mastiga na mente
as besteiras do ato desastroso
dias de dilúvios eternos
e o eco que zumbe no ouvido
desculpas desacreditadas
verdades de um ébrio mentiroso.

5 comentários:

Luciano Fraga disse...

Cada qual, cada palhaço e seu caminho desastroso, muito bom, abraço.

anjobaldio disse...

Obrigado por tua visita. Grande abraço.

Luciano Fraga disse...

Vaidade foi linkado no blog versoseperversos, abraço.

Zana Sampaio disse...

Nelson...o prazer foi inteiramente meu! voltarei sempre...
abraço

Zana Sampaio disse...

Obrigada Luciano!
grande abraço