segunda-feira, 30 de março de 2009

Âmago

pelas minhas veredas eu sei que o caminho é espinhoso
por dentro do mato denso há o escuro
um poço de dúvida e preguiça
um impulso de prazer e morte
bichos pequenos e gotas de deléterios
há poças de olhos
vontades imorais
no mato denso que o perigo capina
por dentro tudo é muito misturado
o querer e desquerer vestem o mesmo trapo
e dos avessos a costura tem o mesmo ponto
dias claros sobreiam noites numbladas
chuva forte alaga os tempos sem invernos
longas horas em versos monossílabos
infernos místicos nos atalhos e nos brejos.

2 comentários:

Luciano Fraga disse...

São as mudanças vindo de dentro para fora, do âmago do âmago,são novas descobertas, novas trilhas e um caminhar que só a poesia permite, belo! Abraço.

Água Doce disse...

um impulso de prazer e morte...
hum...freud explica...
mas Guimarães diz mais...rs.
Gostei muito!