segunda-feira, 9 de março de 2009

"Expelições"

as mãos apontam e atiram contra o peito alheio
sem tirar nem pôr: o que julgo me condena,
o que condeno pago a pena,
para quem muito pensa não há perdão.
Escravo de minhas hipérboles,
sou um mendigo de fartas alegorias
cuspo minhas verdades egoístas e agarro-me ao vão
lanço olhares à revelia de tuas vontades
atiro-me dos andares de minhas derrotas
e não dou nada, transpiro minhas idéias alheias
molho a camisa sem muita convicção
estou perdido e ferido
repelindo o que é certo e exato
expulsando acomodação

3 comentários:

Luciano Fraga disse...

Insolência e inquietude eis as armas do poeta.Jamais o acomodamento cartesiano, belo poema, abraço.

Água Doce disse...

Um repouso para acalmar as mãos...o retorno é brilhante.Gostei muito!

anjobaldio disse...

Muito bom. Obrigado pelas visitas no anjo baldio. Grande abraço.