sábado, 2 de maio de 2009

Impulsão

Não foram as palavras...
foi o medo e o cheiro de vontade guardada, de ir e de ficar

não vou mais ser aquela mesma pedra
nem vou cantar mais um bolero

caminho ao passo da vontade
da verdade que pintar
do ar que der pra respirar
comendo as vísceras da liberdade
e da beleza de existir

Foram os relógios espalhados pela casa
que me disseram as regras que amargam o nosso gosto, a língua que eu falo
que poldaram meus sonhos e meu desafios
que apontaram as alianças oxidadas
e o infinito que fica no filtro do cigarro da coragem

...não me espera pra jantar,
não vou mais fazer as honras na casa das horas
vou mover com um copo um blues
e afagar a brisa sem marcar o tempo da saudade...

4 comentários:

Pela Colina disse...

Que lindo eu ter parado por aqui!

Luciano Fraga disse...

Impulsos poderosos, grandioso poema, como eu gosto, visceral...Abraço.

Sérgio Bezerra disse...

AMEI o último verso!!!!

Sérgio Bezerra disse...

Na verdade, toda a estrofe!
beijão!