sexta-feira, 22 de maio de 2009

Insustancial

a voz em alto tom
sem armaduras
dela brota coragem
das tuas garras de desespero,
com grandes unhas de covardia
para num intento mediocre crava-las
no corpo que abriga desenhos e formas indefesas
que corajosamente expõe sua sensibilidade
seu ar de graça rarefeito
arranhaste a virtude, coisa adocenada
mas o mau fracassa
ao lado dos que justos se impõem
não houve nenhum grito abafado
só calada foi a mão
que queria a mancha do sangue.
dessa não tiraste o viço
não tiraste a beleza
não tiraste nada
o que fizeste foi lamear a tua cara
a tua deformação
a tua falta de caráter
tens agora a marca ordinária
do pecado da pseudovalentia
não quebraste as asas fragéis da jovem
mas de ti retiraste a asas que poderias ter um dia
inser, é o que és
o que não pode existir na íris dos valores
pequeno, como já o era por rumores.

2 comentários:

Luciano Fraga disse...

Zana, que poema! Arrebatador e potente,transformador, deixa um nó na garganta..Vamos em frente, afinal "as alturas merecem todas as asas..." Abraço.

daniel mendes disse...

Esse texto tem mais potência do que todos os murros que tive vontade de dar na cara daquele covarde...
A melhor resposta que se pode dar...
Parabéns pequena notável.