quinta-feira, 25 de junho de 2009

ainda não inventaram a máquina de desfazer saudade,
de desfazer vontade
de carregar nas costas a casa
a voz, a conversa, as risadas
dias de cheiro de comida braba
incendiados de fogueiras grandes

quem foi que fez tantos fogos e tantas cores ?
quem foi que escreveu a tristeza de todos os amores ?

tantas são as ruas do mundo
que o caminho é tão longo, tão roto
segue então, a dança como se não houvesse chão
e abraça a saudade, firmando a mão no eco da vivaz lembrança
que ainda hão de inventar semente
pra fazer brotar a gente que esburaca o coração

em dias que cheiram a falta.

4 comentários:

Devir disse...

:)Em comum
Arriscar, ousar e seguir
não parar enquanto pensar
pode só faltar um passo e
a nós, todos, falta algo...

Desconfie da fé perceptiva e
confie na fé obscura, a livre

Beijinho

Luciano Fraga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciano Fraga disse...

Voltou tocando em feridas abertas, saudades, faltas...Os fardos são intransferíveis e não existem remédios para a cura ou mesmo para o alívio, nem concessionárias com tal máquina disponível, abraço poeta.

daniel mendes disse...

belo texto vaidade!