quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Todos os fios de cabelo
e células
e poros...
os incontáveis do meu corpo se arrepiam
com o intercalar das imagens
que agitam as pálpebras

No escuro dos olhos fechados
há o palco das fantasias ébrias

No peito o aperto do eco
que de longe treme,
que inunda com um gosto lúdico
a saudade que a boca sente

O pulmão adoece cheio de perfume
de pele suada
distante e gasta de tantos outros odores

Os gestos se retraem
e a pupila dilata
a vontade dilata
e o silêncio permanente sob a luz fluorescente
e os papéis amassados
levam para longe o desejo
e o calor necessário.

Um comentário:

Luciano Fraga disse...

Zana, num breve piscar de olhos,a pólvora,a saudade, o desejo e a centelha na folha do papel que se foi, grandioso.