domingo, 15 de novembro de 2009


O café frio sobre a mesa repousa em seu breu o brio e o pudor do seu amargo Já não são esses os pés que giravam, que contorciam as pernas para te ver vibrar com um simples plié...A fraqueza esculpida nesta face, não é mais a dama que em passos ritmados preanunciava os ritos sagrados do matrimônio...toda forma pequenina que apalpaste com a mão na esperança de fazer um bibelô de finos traços, transformou-se nessa informidade no espelho...erva daninha sem raiz funda, sem força...sem inspiração alguma...receita desandada...Fujo das verdades que podem me punir, e sinto a culpa e o correr do tempo como uma onda forte que vêm com a força do mundo, mas que vai e finca meu pé sob a lama refrescante...às vezes que sou forte sobrevivo a correnteza.

Um comentário:

Luciano Fraga disse...

É isso, entre tramas e desastres, temos que arrancar os últimos suspiros e tentar sobreviver, mesmo com café amargo e frio,tão frio que congela os ossos,belo texto!Abraço.