sexta-feira, 6 de novembro de 2009


os cabelos esvoam na direção dos rumores

o canto, caminho para as profundezas do mar escuro, ecoa por toda a parte...

O peito mortal bate forte,

sentado e calado,

invisível como os animais urbanos,

esquecido como as antigas lições...

aquele peito mortal vive sua existência e rugas, tem sede, saliva e dentes,

seus gestos e seu nome, todos os mistérios das suas cascas...

como um acidente... um transeunte que não passa.

o mortal - peito vivente - é uma rapousa, lobo-serpente...

estraçalhado por um exército de traças,

um velho não lido sob uma camada espessa de poeira,
conta a grande fábula inaudível.

2 comentários:

Luciano Fraga disse...

As linhas,os traços,as verdades tratadas com luvas e o pulso "que ainda pulsa" no peito,na pele de animais selvagens,enquanto as traças devoram as páginas da memória.Será que "eu sou uma coisa" e os meus escritos "outra",grandiosamente...Abraço.

Ellen Joyce disse...

Vejo mais do coração em tudo que escreveste