quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pseudocabedal

Embaixo do meu travesseiro dormem
mentiras de sangue azul
que corrompem meus nobres
sonhos vagabundos.
Meu querer é um plebeu apaixonado...
e a minha colombina perdida
é a boêmia condenada.
Meu verso não passa de um clichê em prosa
e a minha bandeira é o tapa que marca a vergonha na minha cara.
Minha carne viva é adestrada
e o que escrevo não passa de manisfestos pseudopósmodernos.

6 comentários:

daniel mendes disse...

uau! texto intrigante... pequeno, mas grandioso. gostei muito

Devir disse...

Tem erros que a vergonha soca sem piedade a cara da gente.
Vivo me nocauteando porque sei que a vergonha é feito pai cego e, se não é ético bater na cara do pai, imagine cego, rss, ou desconhecido.
E, o pior, não sei me perceviver com a vergonha sabendo que ao findar vai dar em nada, nada, nada, nada do que eu pensava e sonhava encontrar (Claro! Na voz da Elis)

Não quero mais fazer de meus fracassos sustento de lamúrias internas ou externas, tipo, comover-me com qualquer bobagem e guardar rancores por 50 anos.

Nunca é tarde, imagine assim tão em flor, para descobrir falhas no adestramento, já que nem sempre pudemos evita-lo.

Se voce, querida Zana, me perguntar para quê questionar, ou mesmo recusar sem deixar de entender, os adestramentos, cofesso que jamais teria tal pretensão de saber plenamente a resposta, mas vejo indícios de razão, quando não me falta argumentos para um bom discurso em datas muito especiais para as maioria das pessoas.

Existe uma melancolia linda e profunda quando recordamos tudo o que aconteceu, um estado que não consegue se transformar em mais nem menos do que liberdade, de onde, inquestionalmelmente, rebenta todas criaturas de "Deus".

Em liberdade, contradições não existem, tem outro nome e sentido, chama-se paradoxos da vida.

Entenda pelo menos um paradoxo destes que voce vai entender a todos, e a vida, sim, será uma verdadeira' e eterna diversão.

E, neste poema/prosa, está bem óbvio que voce ja entende de muitos, principalmente o próprio.

Brincar de vida é muito diferente de brincar com/na vida. Beijo.

Luciano Fraga disse...

Zana,dependurado no cabedal as emoções conflituosas, os intermináveis ciclos, a continua mutação.A percepção da descontinuidade é produto da insegurança e dessa forma nos esforçmos violentamente para proteger nossa felicidade, quando a relatividade mostra que a solidez é uma ilusão, fico com os vagabundos...E com seus versos, é claro.

Devir disse...

Algemas desnecessárias, para não dizer insignificantes!!!
E seria cõmico se não fosse trágico.

Pela Colina disse...

Faz tempo que não leio coisas simples e belas, mas eu sempre me acho por aqui.

Devir disse...

O que fazemos com os retratos em branco e preto, cultuamos como doce lembrança de um tempo quando tudo era tão simples e toda complexidade da vida seriam os detalhes inapreensíveis das sombras ou cinzas?
Mas respeito, acima de tudo, jogo as cinzas ao vento!