domingo, 8 de novembro de 2009

Essas fórmulas de afeto que te servem de parâmetro não me afetam...
meu sentir e meus deletérios possuem a forma única dos meus olhos
e se sou crua,
e se sou frívola e desabitada... que não me siga com teus passos rotos,
não me ofereça teu coração em trapos,
tuas clicherias
formas do globo...
guarde pra ti esses inventados,
eu quero experimentar o gosto do gosto...
a dor, e a luta e a cor das máscaras que escolho.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009


os cabelos esvoam na direção dos rumores

o canto, caminho para as profundezas do mar escuro, ecoa por toda a parte...

O peito mortal bate forte,

sentado e calado,

invisível como os animais urbanos,

esquecido como as antigas lições...

aquele peito mortal vive sua existência e rugas, tem sede, saliva e dentes,

seus gestos e seu nome, todos os mistérios das suas cascas...

como um acidente... um transeunte que não passa.

o mortal - peito vivente - é uma rapousa, lobo-serpente...

estraçalhado por um exército de traças,

um velho não lido sob uma camada espessa de poeira,
conta a grande fábula inaudível.

sábado, 17 de outubro de 2009

Torpor!


o efeito cardamomico de todos os acordes,

o corpo queda entre a pscodelia e a razão

e a loucura materializa-se

o que é feito mistério encendeia

a natureza do fogo queima todos os elementos postos

O frenesi de todas as notas...

dopada entre todos os rumores

apenas mais um alucinante

estranho ao ser e ao devido

não há nada

nada existe...

a não ser o meu rádio delirante

a não ser os gemidos incessantes

do desejo de ser etério!