domingo, 13 de dezembro de 2009

esse sentir em retalhos, como eu sinto
é uma colcha de poucos sentidos e um sentir mal entendido,
todo feito de cólera.
Não há um só coração que não fique ferido sobre minha cômoda.
Meus lençóis são amarrotados e meu hálito é sempre de ontem.
Não há aqui nenhum blues.
Apenas ego, id... produto interno bruto. suposições.

domingo, 15 de novembro de 2009


O café frio sobre a mesa repousa em seu breu o brio e o pudor do seu amargo Já não são esses os pés que giravam, que contorciam as pernas para te ver vibrar com um simples plié...A fraqueza esculpida nesta face, não é mais a dama que em passos ritmados preanunciava os ritos sagrados do matrimônio...toda forma pequenina que apalpaste com a mão na esperança de fazer um bibelô de finos traços, transformou-se nessa informidade no espelho...erva daninha sem raiz funda, sem força...sem inspiração alguma...receita desandada...Fujo das verdades que podem me punir, e sinto a culpa e o correr do tempo como uma onda forte que vêm com a força do mundo, mas que vai e finca meu pé sob a lama refrescante...às vezes que sou forte sobrevivo a correnteza.

domingo, 8 de novembro de 2009

Essas fórmulas de afeto que te servem de parâmetro não me afetam...
meu sentir e meus deletérios possuem a forma única dos meus olhos
e se sou crua,
e se sou frívola e desabitada... que não me siga com teus passos rotos,
não me ofereça teu coração em trapos,
tuas clicherias
formas do globo...
guarde pra ti esses inventados,
eu quero experimentar o gosto do gosto...
a dor, e a luta e a cor das máscaras que escolho.