segunda-feira, 15 de dezembro de 2008


Ainda resta um pouco do que se perdeu... resta o cheiro permanente da lembrança e a esperança de encontrar ...o que perdi de mim não morre, fica vagando pelos fundos de meus olhos... e o que tenho e sou é a coisa que deixo em qualquer canto, descuidada...enquanto procuro quem eu era.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sem explicação



De um jeito diferente, Aurora não conseguia perceber em que momento exato passou a ser outra pessoa, que talvez ela já fosse, mas não tanto como era agora...tão estranha...tão outra...
Sentia tanta saudade de si, não desejara aquela mudança... mas tudo que fazia era com suas próprias mãos, era uma pecadora sem perdão... se sentia tão fraca e impura, rendida aos seus atos como um dependente diante de seus vicios.
Dentro de si engasgava um grito de socorro que ninguém ouvia nunca. Ela parecia alguém em paz, mas dentro de Aurora havia loucura, havia bagunça... Havia falta de si, havia guerra.
Havia o desejo do infinito, mas um infinito diferente... que não fedesse a drogas ou arrepedimento... Ela queria outra coisa que não eram essas coisas. Sorrisos que não fossem só ébrios.
Aurora precisava mudar a direção da estrada que seguia... com mais fé, com mais força... se perdoar... fugir da culpa que a perseguia.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008


As horas não passam,
E os dias aqui fedem a correria
Descofio até mesmo do que penso sentir
Do amor desses outros sou ateu...

Preciso voltar pro meu interior
Pra sentir o gosto da boa demora
Na rede... e as cantorias da vida alheia
Entoadas pelas vizinhas...

Sentir o gosto da boa comida de casa
E dos sonhos bons...
A saborosa prosa da velha camaradagem...
Que faz eu me sentir como uma boa compahia
Não como parte da paisagem.