segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cheira a café requentado
essa rotina pleonástica
onde se se come se paga
sem a paga
só a fome
O gosto azedo da matina amassada
A correria me torce os humores
às avessas
e as minhas vontades
beiram a loucura
Os meus amores engolem os versos
rimados e tecidos nos reclames do intervalo
A boêmia e a miséria me são muito caras
As paixões perigosas não pertencem ao meu tempo escasso
e comprimido entre cansaços e prazos
...eu não acho as horas,
eu não acho os agoras....
é sempre o amanhã.
e eu vassalo do que está por vir.