quinta-feira, 16 de julho de 2009




Julho é um mês sem sol
Atravesso sem olhar as luzes frenéticas que devoram o asfalto
Não enxergo as poças de patologias
Os sete anos de azar de todos os espelhos quebrados
pesam sobre o sétimo mês
Olho adiante sem ver o palmo à espreita
Não vejo o tapa, o rastro, o afago
Julho é um mês frio e de tintas frescas
São tantas as ciladas já armadas,
os pés vacilam, o perigo engole
o medo finge que dorme sob os pingos da saliva que escapolem
dos gritos da fome da necessidade