quinta-feira, 16 de julho de 2009




Julho é um mês sem sol
Atravesso sem olhar as luzes frenéticas que devoram o asfalto
Não enxergo as poças de patologias
Os sete anos de azar de todos os espelhos quebrados
pesam sobre o sétimo mês
Olho adiante sem ver o palmo à espreita
Não vejo o tapa, o rastro, o afago
Julho é um mês frio e de tintas frescas
São tantas as ciladas já armadas,
os pés vacilam, o perigo engole
o medo finge que dorme sob os pingos da saliva que escapolem
dos gritos da fome da necessidade

3 comentários:

Luciano Fraga disse...

"O perigo engole o medo finge que dorme".Julho não é o mês das noivas, nem das mães que choram escondidas dos filhos que gemem de frio,julho(dia 17 especialmente) é um mês de marcas tristes em minha vida.Bom demais poeta.

Água Doce disse...

adorei...lembrai de como atravessar agosto...c.f.abreu

sauluscastro disse...

São esses Julhos que me lembram dos Dezembros...