A língua gosta do amargo
sem muito doce
sem muito choro -
que muita lágrima, me engasga a vida
o jeito é gostar de saliva
de saliva preta e sem açúcar -
beijo de café
viver...
maquiando a timidez com ironias e
tudo quanto é espécie de crise
... risadas feias e loucas
manter os poucos e baratos ...
- amores e cachaça em doses pequenas.
.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Respeito tua condição de ser humano. Mas não acredito que os beijos me deixem menos só. Os dias passam, me violentam, sinalizam minha fraqueza... E esses beijos, rios de saliva da mais porca procedência, me fazem presa indefesa do teu pequeno amor.
Eu tenho um metro e sessenta de sobras suas.
O tempo é o meu selvagem, ardem dentro de mim as suas garras... Elas me devoram.

Então agora eu cuido do que não tenho há muito em minha rotina
e te escrevo cartas de amor,
cartas que te contam o que foi calado,
que nunca deixou de soar nos meus olhos que te vêem...
...Minha solidão me leva ao delírio,quase louca
para parecer que tenho a eternidade nas mãos
e então fico pensando nos meus erros
me ferindo com os meus desastres,
porque todos me levam pra teu vão...
Na verdade eu não sei direito porque o telefone agora toca menos,
as casas são as mesmas e as ruas não mudaram, mas eu não moro mais aqui...
É inverno e tudo está agasalhado...mas aqui dentro tá mais frio...
a solidão é um perigo constante em tempos ociosos,
e eu não encontro o que fazer diante de tantas faltas...
-a chuva lava a janela e logo o sol parece que está maior...
e te escrevo cartas de amor,
cartas que te contam o que foi calado,
que nunca deixou de soar nos meus olhos que te vêem...
...Minha solidão me leva ao delírio,quase louca
para parecer que tenho a eternidade nas mãos
e então fico pensando nos meus erros
me ferindo com os meus desastres,
porque todos me levam pra teu vão...
Na verdade eu não sei direito porque o telefone agora toca menos,
as casas são as mesmas e as ruas não mudaram, mas eu não moro mais aqui...
É inverno e tudo está agasalhado...mas aqui dentro tá mais frio...
a solidão é um perigo constante em tempos ociosos,
e eu não encontro o que fazer diante de tantas faltas...
-a chuva lava a janela e logo o sol parece que está maior...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Eu te amo e te amo tanto que poderia ate morrer de tanto amor...e morro.
Morro do tédio de estar sempre te amando e me cansando de viver em torno deste sentimento tão dentro de mim e eu tão dentro dele... de amar sempre teus lábios e ter teu gosto em minha boca por tantos séculos e mau humores...
Meu amor por ti é tão velho e nele se nutri sempre as mesmas histórias e cenários...não consigo evitar... este tédio de amar, esse risco de morte, essa vontade de matar quem morre dentro de mim...tenho os olhos de ressaca, de quem está sempre cansada do narrador, da história e das falas...nossa rima não muda...e eu sempre coloco reticências por não ter nada importante a dizer... espero não te escrever ainda sobre esse mesmo amor que de tão forte fraqueja meus olhos, que de tão grande parece minha sombra...que de tão seu engoliu minha vida.
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"Metalinguagem"
Quando os dias não passam
eu escrevo...
e encontro a semana que vem.
Quando o choro não sai
A rajada vem.
eu escrevo...
e encontro a semana que vem.
Quando o choro não sai
A rajada vem.
Liberta-me.
EU SOU UM POÇO DE PALAVRAS.
Meu grito é escrito.
Meu grito é escrito.
Não tem a beleza do corpo nas telas, dos acordes, dos sorrisos, ou dos seios do poeta...
Mas Deus me deu as chaves-água morna pra agonia-, quando o papel e caneta me possuem e arrastam os movimentos de minhas mãos.
Mas Deus me deu as chaves-água morna pra agonia-, quando o papel e caneta me possuem e arrastam os movimentos de minhas mãos.
Esse é o meu dom.
Eu vomito-me em papéis em forma de tintas escritas...O dom que me doma e me suspira... E faz de mim -palavra viva- o papel,veias de linhas sem medida.Eu sangro para que ele saia das minhas entranhas...
Deus me deu versos que saem de mim e não sãos meus.
Eu tenho necessidade desse dom que Deus me deu...De ser palavra, prosa, vírgula, não me reter as normativas, ser o ponto da exclamação e no horário de "pique"...Ser o prolixo da reflexão.
Eu vomito-me em papéis em forma de tintas escritas...O dom que me doma e me suspira... E faz de mim -palavra viva- o papel,veias de linhas sem medida.Eu sangro para que ele saia das minhas entranhas...
Deus me deu versos que saem de mim e não sãos meus.
Eu tenho necessidade desse dom que Deus me deu...De ser palavra, prosa, vírgula, não me reter as normativas, ser o ponto da exclamação e no horário de "pique"...Ser o prolixo da reflexão.
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