terça-feira, 18 de novembro de 2008

"Metalinguagem"

Quando os dias não passam
eu escrevo...
e encontro a semana que vem.
Quando o choro não sai
A rajada vem.

Liberta-me.

EU SOU UM POÇO DE PALAVRAS.
Meu grito é escrito.

Não tem a beleza do corpo nas telas, dos acordes, dos sorrisos, ou dos seios do poeta...
Mas Deus me deu as chaves-água morna pra agonia-, quando o papel e caneta me possuem e arrastam os movimentos de minhas mãos.

Esse é o meu dom.
Eu vomito-me em papéis em forma de tintas escritas...O dom que me doma e me suspira... E faz de mim -palavra viva- o papel,veias de linhas sem medida.Eu sangro para que ele saia das minhas entranhas...
Deus me deu versos que saem de mim e não sãos meus.
Eu tenho necessidade desse dom que Deus me deu...De ser palavra, prosa, vírgula, não me reter as normativas, ser o ponto da exclamação e no horário de "pique"...Ser o prolixo da reflexão.


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Um comentário:

Catarina disse...

Depois eu quero uma aula de como escrever, viu Lizana?!?

Quero um dia escrever assim:

"Tenho necessidade desse dom que Deus me deu...De ser palavra, prosa, vírgula, não me reter as normativas, ser o ponto da exclamação e no horário de "pique"...Ser o prolixo da reflexão."

Beijos