quarta-feira, 12 de outubro de 2011



Permita-me esquecer teus doces olhos... 
pois é próprio do olvido o sorriso que me cabe
e os passos que arrastam toda a arquitetura da minha existência.
Deixe- me seguir,
quedando-me à porta de tantas lembranças.
Não reprimas meu riso bobo... 
nem mesmo caçoe das besteiras que falo.
Permita-me ser leve e às vezes ser vento.
Não me pinte com as cores da tua tolerância.
Preciso ir, como quem não demora.
Vou sepultar a maldade desse querer desregrado.
E imperativamente, libertarei os pés, para que guiem todo o 
exército de membros que compõem essa pobre vida...
Peço apenas que não me impeças
Tudo que peço é que me deixes ser leve,
depois dessa chuva,
que partas e não voltes nunca.
que não me escreva uma carta sequer.
Que a nossa história vire uma música.
de preferência sem letra,
de complexa partitura.
... Por fim...
suplico que me abraces, que não me deixes. que desesperadamente me beijes a cada segundo como quem morre de sede...
não me julgues louca, tola, azuretada...
essa saudade que sinto não tem siso, nem solução.

2 comentários:

Ellen Joyce disse...

Afffffffffffffffff maria!

Lindo!

Luciano Fraga disse...

Muito bom! Uma viagem de ida e volta esta incongruência é que nos faz ser. E nessa caminhada, " quase ouvir é melhor que ouvir" Abraço.