sábado, 31 de julho de 2010

Goya "sleep of reason"


a semelhança de uma tempestade o tédio se instala
feito da matéria ababosada da nostalgia
tédio quase letal
da espécie do putrefostedius
suas vítimas experimentam o avesso da vontade
e devoram as entranhas do auto-estranhamento que as alimenta a alma
tédio feito da calma covarde
e da lama rala da vaidade
seu vil diagnóstico espera a corda no pescoço
o fosso da vã comiseração miserável.


Não há remédio à vista... contra esse samba roto!

5 comentários:

Túlio D'El-Rey Almeida disse...

"Tédio, esse é o meu problema!"

Enquanto o mundo tem tanta coisa as nos mostrar, as vezes ficamos presos a olhar pateticamente os ponteiros do relógio, como se esse viesse a nos dizer alguma coisa, e nos entediamos estupidamente pela masoquista vontade de nos entediar. Vai lá Deus entender o ser humano!

Ellen Joyce disse...

Tédio: um mal maravilhoso

Muito bom, menina!!

Luciano Fraga disse...

Zana, como diria Rimbaud;"o tédio não é mais meu amor..." abraço.

Água Doce disse...

uma nova ética...tão bom seria!

Ellen Joyce disse...

Oxe, procuro a Seresteira e ñ acho mais? Ah ñ!